[Especial] Tudo sobre Agile Marketing – Parte 1

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[Especial] Agile Marketing - Parte 1

Agora que você já viu o nosso vídeo e começou a compreender o Agile Marketing, vamos iniciar uma série de 4 artigos detalhando a metodologia e como nós aplicamos no dia-a-dia. Nesta série nós falaremos sobre:

  1. O que é Agile Marketing
  2. Planejamento e Execução
  3. Os princípios do Agile Marketing
  4. Como funciona na prática o Agile Marketing
  5. Planning & Review
  6. Resolvendo Incêndios
  7. Atividades recorrentes
  8. Times & Skills
  9. Liderança
  10. Ferramentas
  11. Planejamento de Marketing
  12. Conclusão

AVISO: Uma vez que você iniciar no Agile Marketing, toda a sua visão de como trabalhar será modificada. Você está preparado? Sim? Então vamos nessa.

O que é Agile Marketing?

O Marketing vem sofrendo uma mudança radical nos últimos anos. Por conta de uma série de fatores, grandes e médias empresas gastam cada vez mais, mas colhem cada vez menos resultados – e se frustram com isso. Mas não são todas.

Algumas companhias estão conseguindo colher resultados e vender muito mais, mesmo em tempos de crise. Aliás, aprendi que a crise consegue mostrar quem são os bons profissionais de marketing.

É como se baixasse o nível da água e os profissionais fossem sendo expostos pelo que realmente são: pessoas que fazem tudo do mesmo jeito que fazíamos há 30 anos. Mas nem tudo está perdido. Podemos aprender com aqueles que realmente se destacam.

Muito da inovação de marketing que somos expostos vem de fora do País. Não é uma cultura de adorar o que é de fora nem um complexo de vira-lata, mas sim sobre pegar mercados altamente competitivos e mostrar o que está conseguindo sobressair. E eu garanto: não é nada fácil.

Os profissionais e empresas se destacam por pensar Marketing de um jeito muito particular.

Se destacam por sempre colocar o cliente no centro da equação, e muito pragmatismo e criatividade na hora de decidir o que fazer. Estes profissionais sabem lidar com ambiguidade de uma maneira muito diferente dos demais. Eles a abraçam: ser criativo e adorar dados; olhar a visão de longo prazo e testar estratégias rapidamente; associar tecnologia a conteúdo.

Planejamento e Execução

Uma das principais coisas que me chamam a atenção quando interajo com estes casos aqui no Brasil e lá fora é a forma como executam. Não é apenas uma forma diferente de pensar, mas também de agir.

A grande maioria utiliza alguma forma ágil de gestão. As metodologias ágeis não são novas. Estão por aí há muitos anos, utilizadas principalmente pela área de tecnologia.

Durante muitos anos o desenvolvimento de software foi feito utilizando a metodologia de cascata: primeiro eu planejo, depois eu desenho, depois eu desenvolvo, testo e implemento. Parece muito legal na prática, mas na vida real ela geralmente não funciona.

Por que? A resposta é bem simples: o fator humano não é considerado.

Ou seja, não se leva em consideração que os clientes mudam, que as necessidades são dinâmicas e que todo o cenário competitivo pode mudar em seis meses. Uma pequena alteração já é suficiente para alterar todo o planejamento.

“Mas este foi o planejado! Estava na especificação funcional! Você encomendou desse jeito!”

Estas são apenas algumas frases que os profissionais de TI usavam para se defender quando inevitavelmente o cliente não ficava satisfeito com o produto final. Como ele pode ficar satisfeito se não se envolveu em nada? Quem disse que ele sabia o que precisava de verdade?

Foi em meio a esse mar de insatisfação que surgiram as primeiras iniciativas ágeis. Um dos grandes precursores foi o Agile Manifesto, montado por um grupo de pessoas que não aguentavam mais o modelo tradicional e começaram a testar outras formas de trabalho.

Hoje conceitos como o Agile e o movimento Hacker viraram parte de uma contra-cultura, que questiona a maneira tradicional de fazer as coisas. “Será que não existe uma forma melhor? Uma forma mais centrada nos indivíduos?”

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Os princípios do Agile Marketing

O Marketing também está sendo impactado por toda esta filosofia.

Não só por que boa parte de tudo que é feito envolve tecnologia, mas principalmente por que o marketing deixou de ser divertido e, principalmente, parou de obter resultados. Um dos doze princípios do Agile Manifesto é: “Software Funcionando é a Medida Primária de Progresso”.

Eu gosto de traduzir para Marketing Funcionando é a Medida Primária de Progresso. Parece óbvio, mas hoje boa parte das ações feitas pelas empresas em marketing não funciona. Não traz nenhum benefício para a companhia.

Inspirados no manifesto, listo 8 características importantes, que o diferem da forma de pensar tradicional:

1. Projetos cada vez mais curtos, com ciclos rápidos de aprendizado

Acabou aquele projeto de seis meses a um ano, com resultados incertos e 80% de intuição. O jogo agora é o dos testes rápidos, aprendizado contínuo e ciclos curtos de execução, chamados de sprints. Você aprende sobre como executar nesse sprint com o que deu certo ou errado no período anterior.

2. Disciplina e adaptabilidade

Ao mesmo tempo que o Agile torna os processos mais rápidos, ele também exige muita disciplina de execução. Cada teste tem que ser registrado, entendido, montado como um experimento científico. Ao mesmo tempo, temos que estar sempre prontos para mudar o plano em direção ao que funciona.

3. Equipes Multidisciplinares e auto-gerenciadas

O Agile Manifesto diz: “As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de equipes auto-organizáveis”. Podemos nos inspirar neste conceito e dizer que “Os Melhores Projetos de Marketing emergem de equipes Multidisciplinares e Auto-gerenciadas”. Então, dá para juntar alguém de marca, design, desenvolvimento, conteúdo e promoção no mesmo time, mesmo com perfis diferentes. Em comum, a autogestão e responsabilidade de cada um sobre o resultado.

4. Objetivos claros = Marketing bem feito

Como o Marketing sempre teve características altamente intuitivas (o que não é ruim, necessariamente), as empresas se acostumaram a medir resultados de forma mais macro. Poucas empresas correlacionam marketing a resultados reais. Com o Agile, não tem como dissociar. Só se controla o que se mede.

» Veja também: 3 carreiras que vão bombar nos próximos anos

5. Mentalidade Amadora

Como já falei em artigos anteriores, o bom profissional de Marketing está disposto a desaprender e aprender tudo constantemente.

6. Digital no Centro da Equação

Não se trata de Marketing Digital, mas de pensar Digitalmente. Esta é uma mudança de mindset importante.

7. Mão na Massa

O profissional de Marketing está mal acostumado. Tem fornecedor para tudo e isso o deixou desconectado do trabalho “manual”. Hoje existem ferramentas que trazem ao usuário informações, recursos visuais e diversas outras facilidades que permitem a experimentação mais rápida. Com a filosofia Agile, é importante sujar a mão de graxa.

8. Interação com o cliente

O Agile tem o cliente no centro da equação. É fundamental que existam várias interações com ele a cada projeto realizado. Estou falando em pegar o telefone e ligar, ir para a rua conversar, apresentar protótipos, enfim, realmente interagir com o cliente.

Curso Agile Marketing ESPM (SP)

Se interessou por Agile Marketing e quer aprender mais a fundo? Então participe do curso Agile Marketing - uma nova metodologia para gerenciar seus projetos de marketing centrados no cliente que acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 27 de Janeiro na ESPM-SP. O curso será ministrado por Pedro Waengertner, CEO da ACE e Co-fundador do Desafiando o Marketing.

Clique aqui e saiba mais. Lembrando que as vagas são limitadas e já estão se esgotando.

Espero que tenham gostado do nosso primeiro artigo, na parte 2 você verá:

  • Como funciona na prática o Agile Marketing
  • Planning & Review
  • Resolvendo Incêndios

Até a próxima!

Pedro Waengertner
Pedro Waengertner

Empreendedor serial, investidor-anjo e incentivador do ecossistema empreendedor do país, Pedro é cofundador da Aceleratech, considerada a melhor aceleradora de startups pelo LatAM founders e Spark Awards, tem vasto conhecimento sobre as estruturas e processos para criar, consolidar e crescer um negócio. Com formação em publicidade e especialização e marketing , é autor de diversas publicações sobre empreendedorismo, startups e marketing e também coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios em Marketing Digital na ESPM.